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Criado há quase dez anos, o Gestor Público pode ser definido como uma ferramenta de inteligência de negócios para prefeituras. O software captura, dentro dos sistemas da própria prefeitura, as informações necessárias para gerar algum tipo de relatório ou alerta e o envia ou apresenta da forma escolhida pelo usuário. "Trata-se de uma ferramenta de análise de informações para dar suporte ao gerenciamento dos municípios", define Francisco Adalberto Arrais Jr, diretor da Sisp, empresa que desenvolve o Gestor Público.
A ferramenta é visualizada pelo usuário - normalmente, prefeitos, secretários ou pessoas em posição de gerência em projetos de prefeituras - em seu próprio computador. Cada pessoa pode configurar que tipo de informação precisa e de que forma quer que os dados sejam apresentados: em painéis, tabelas gráficos etc. Os campos de cada tabela, gráfico e painel são igualmente personalizáveis. As informações podem ser de quaisquer áreas - financeiras, recursos humanos, obras, saúde etc.
Assim, o usuário recebe de forma "mastigada" e com a apresentação visual que deseja informações que antes precisava buscar nos sistemas e processar cada uma individualmente. "O que mais agrada aos clientes são as facilidades de operar com as informações que até então a pessoa precisava 'garimpar' dentro dos sistemas transacionais das próprias prefeituras", conta Arrais. Segundo ele, esta autonomia é o que mais agrada os usuários, evitando inclusive geração de conflitos entre áreas da prefeitura.
Um exemplo prático de como a ferramenta pode ser usada: o secretário de finanças tem que saber a cada dois meses determinada informação, seja por razões de controle interno, seja porque tem que prestar contas na Câmara de Vereadores. Normalmente, as áreas de informática ou os centros de processamento de dados das prefeituras são encarregados de gerar os dados e encaminhar à pessoa que requisitou. Com a ferramenta, o próprio secretário poderia buscar as informações ou configurar a ferramenta para que as receba automaticamente em um determinado intervalo de tempo.
O software pode ser instalado em 20 dias nas prefeituras, em uma versão preliminar, que será incrementada com o tempo. A rapidez na instalação se deve, segundo Arrais, ao fato de a consultoria prestada na fase inicial não tentar explorar todas as possibilidades e dados que os sistemas das próprias prefeituras oferecem, mas sim satisfazer às necessidades mais urgentes dos gestores públicos. "No processo de instalação, a gente tenta trazer o mais rápido e da melhor forma possível as informações tidas como necessárias. Não tentamos mapear toda a possibilidade que o sistema da prefeitura traz. Fazemos o contrário: vemos quais as necessidades dos secretários e prefeitos e vamos buscar nos sistemas municipais as informações de que eles precisam", explica o diretor da Sisp.
Arrais conta que é normal a empresa continuar prestando consultoria às prefeituras por um tempo, uma vez que sempre surgem mais necessidades. "O primeiro impacto da ferramenta é a quebra de paradigma. Prefeitos e secretários não estão acostumados a ter essas informações em seus próprios computadores", conta ele. "Após implementado, as informações iniciais que configuramos para o gestor receber servem até certo ponto. Depois estabiliza aquela necessidade e a tendência é passar a um novo estágio. Eles começam a querer novas informações", completa Arrais.
Entre as prefeituras que utilizam o Gestor Público estão Garulhos, Santo André, São José dos Campos e Campo Limpo Paulista, todas em São Paulo; Queimados, no Rio de Janeiro, e São Luis, capital do Maranhão, entre outras.
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